Hwan Soo Chee

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Hwan Soo Chee

Mensagem por Rainha Morgana em Sex Ago 14, 2015 8:41 pm

Nome: Sushi (Hwan Soo Chee)
Idade: 21
Sangue: B

aparência física
Chee é um rapaz de aparência frágil. Possui uma pele clara e invejavelmente macia, seus olhos têm um ar alegre – mas conseguem ser tão sensuais quanto os olhos famintos de um leão. Dono de um sorriso torto que encanta a muitos, e de belos cabelos castanhos – agora pintados de ruivo acobreado. Tão macios quanto os pelos de um gato.
Sua estatura é de baixa a mediana, o corpo não possuí tantos relevos quanto os de algum rapazes, mas o jovem apelidado de Sushi assume ter muito orgulho de seu abdômen levemente torneado e seus braços pouco demarcados.



personalidade
Soo Chee é muito criativo, seus poucos colegas costumam a chamá-lo de pequeno Da Vinci - isto devido a sua versatilidade com as diversas expressões artísticas -. Vive sorrindo por aí, aparentando apenas uma criança feliz. Mas o que se pode garantir do jovem, é que suas aparências são totalmente controversas ao seu eu verdadeiro.
Ele se sente imensamente sozinho, e isso faz com que o mesmo tente ao máximo aproveitar a companhia dos outros enquanto as tem. Nunca se sentiu amado por alguém, e embora ele diga que não se importa com nada disso, todo o seu interior grita que ele se engana.  
Sushi costuma a dizer que seus únicos companheiros são os livros, o violão e sua pequena chinchila chamada Berta.
É do tipo de rapaz que adoraria ganhar um pijama de guaxinim no natal, não se importando com o quão ‘’gay’’ isso possa parecer. Gosta de dançar enquanto ouve música em seus fones, e não se importa de fazê-lo no meio da rua.  
Ele nunca se relacionou com ninguém na vida, e é mesmo formidável observá-lo se enrolando todo sempre que recebe uma cantada ou quando é alvo de um flerte. Costuma a gaguejar quando se aproximam demais.
Sua paciência é algo frágil demais, às vezes por algo mínimo, faz um escândalo colossal, e isso costuma a levar os outros a desatarem na risada, pois o jovem garoto não é mesmo nada ameaçador.
Faz caretas quando está distraído.

história
Há boatos que dizem que o jovem Soo Chee é filho de um dos homens mais ricos da Coréia. Embora este nunca tenha chegado a conhecer o próprio pai, e ter crescido em um colégio interno para meninos, ele não fazia mínima questão disso. Tinha medo de descobrir o motivo de ser desprezado pela própria família, e por isso mantinha essa parte de sua história no anonimato.
Sua vida no internato era agitada, embora fosse um dos alunos mais talentosos e inteligentes do lugar, isso não impediu que seus colegas fizessem com ele, as piores atrocidades imagináveis. Sempre foi uma criança pequena e de aparência delicada, seus cabelos cacheados e claros desciam até a nuca naquela época, o que o fazia se assemelhar a uma menina. A intolerância para com seu jeito diferente e um tanto afeminado, fez com que Sushi sofresse a infância inteira com o asco dos valentões do colégio. As práticas iam desde agressões físicas violentas a humilhações públicas, e ele, sozinho, sofria tudo isso, sem ter ninguém para consolá-lo, a não ser o frei responsável, que muito raramente arranjava um tempo para conversar com o jovem. Não havia uma alma naquele lugar que tivesse coragem de se aproximar dele, ou era por medo de que com a aproximação os opressores pudessem atacá-los também, ou era pelo mesmo motivo que o levava a ser o excluído da turma. O nojo.
Quando tinha quatorze anos, um novato do colégio teve enfim, coragem de se dirigir a ele. Ni Kang era um rapaz alto e magro, com belos cabelos e olhos pretos. Sushi jamais imaginaria que alguém além do frei pudesse ser tão gentil assim, com poucos meses de amizade, os dois já possuíam uma intimidade ímpar, passavam horas no dormitório conversando banalidades, sempre faziam o dever um do outro, e adoravam comentar maldosamente, o comportamento dos outros rapazes. Era uma amizade bonita. Pura. Até o momento, em que sob influência dos seus recém despertados hormônios, ele se viu atraído, ou melhor, apaixonado por seu mais precioso companheiro.
Com medo da rejeição, ele permaneceu alheio à estas novas sensações. Até o dia, em que foi surpreendido por seu colega com um beijo. Era algo tímido e desajeitado, um bater de dentes, morder de lábios e línguas, desencaixe de bocas. Mas especial. A chuva caia fora do dormitório, uma cena assustadora, o céu escuro e os clarões dos raios iluminando tudo em volta. Porém lá dentro, não havia lugar para medo, receio ou arrependimento, só havia espaço para os sentimentos bonitos que ambos abrigavam dentro de si.
Mas como nada que é bom dura para sempre, logo Soo Chee se viu sozinho, como se toda aquela cena não tivesse durado nem ao menos meros segundos. Os pais de Ni Kang souberam do ocorrido por um dos colegas do mesmo, - e estes como membros de uma família conservadora -, logo retiraram o filho do colégio.
Mas como se não bastasse terem tirado de si seu melhor e único amigo, o jovem ainda teve que suportar a humilhação de ter o dedo do Sr. Min (pai de Ni Kang) apontado para seu rosto, o acusando de ser uma péssima influência.
A tristeza se abateu sobre ele de forma arrebatadora, houve dias de crise existencial, dias de puro choro, e dias nos quais ele gostava de relembrar do amigo. E foi num desses dias, que novamente ele se apaixonou, não por uma pessoa, não por algo material, mas por uma das mais divinas habilidades que o homem era capaz de contemplar, a música. Ni Kang era um ótimo músico, e havia feito questão de ensiná-lo alguns acordes no violão. Embora sua habilidade fosse quase nula perto a do seu amor, não havia um poupar de esforços por parte de Sushi para com o aprendizado de tal arte.  
O coral de domingo era algo normal para ele, então seu domínio sobre a própria voz era grande. Sua música era sobre sentimentos puros, e logo começou a se tornar algo mais intenso, a imersão num mundo só dele fez com que cada vez mais, seu descaso para o exterior crescesse, ele se tornou inatingível.
Gostava de passar as tardes desenhando, pintando ou escrevendo, eram hobbies que adquirira em meio à solidão, e que a ele faziam muito bem. Mas a música, ah, a música era diferente de tudo, livre de qualquer conceituação ou definição. Eram palavras da alma. À quais a pressão do mundo não podia calar.
Sua atenção voltou-se inteiramente para ela, a sua música era o seu bem mais precioso. Era a verdade do Sushi, um pedaço de si mesmo, e que só pertencia a ele. Ele gostava disso.
Sete anos se passaram, e ele se viu livre do confinamento, não havia sinal de sua família, e ele agradecia por isso. Agora podia fazer o que quisesse de sua vida, sem ter que sofrer por uma opção que só cabia a ele. Várias universidades correram atrás do aluno mais brilhante do instituto Saint Michael, e ele aceitou entrar para uma delas, no curso de História da Arte. Não, ele não queria ser de verdade um historiador da arte, mas um estágio àquelas alturas cairia bem, afinal, não é dos sentimentos que nasce a comida.
Livre em uma cidade grande, mas sozinho, como sempre. Ele queria saber o que vinha à frente, iria encontrar alguém? Ou seria para sempre o solitário Soo Chee? Bem, não era mais a questão de maior importância. A música, era ela a quem direcionava sua atenção, Soo Chee, queria, ou melhor, precisava se encontrar, e a música era com certeza, o melhor caminho para isso.
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